Quais as causas e consequências da Depressão?
A depressão é hoje entendida como um transtorno psiquiátrico multifatorial, com causas biológicas, psicológicas e sociais e consequências amplas sobre a saúde física, mental e social do inivíduio.
Caminho Interno.com
5/9/20262 min read


Principais causas da depressão
Genética e biologia cerebral: estudos com famílias e gêmeos indicam que cerca de 40% da suscetibilidade à depressão é de origem genética, associada a alterações em neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina.
Eventos estressantes da vida: fatores como perda de entes queridos, separação, desemprego, doenças crônicas, uso de álcool/drogas e situações de pobreza aumentam o risco de episódios depressivos em pessoas predispostas.
Fatores psicossociais: isolamento social, baixa renda, violência, discriminação e condições de trabalho exaustivas são associados a maior prevalência de depressão em estudos epidemiológicos.
Saúde mental e comportamental
Aumento do risco de ideação suicida, tentativas de suicídio e transtornos associados (ansiedade, alcoolismo, abuso de drogas).
Piora do funcionamento cognitivo (atenção, memória, tomada de decisão), baixa autoestima, pessimismo e isolamento social.
Impacto na vida diária e laboral
Redução drástica da produtividade, aumento de afastamentos do trabalho e maior chance de demissão ou perda de renda.
Prejuízo nas relações familiares, conjugais e de amizade, com aumento de conflitos, dependência ou abandono de papéis sociais.
Consequências físicas e de sobrevida
A depressão é associada a maior risco de doenças crônicas (cardiovasculares, diabetes, dor crônica) e a piora da evolução dessas condições.
A OMS considera a depressão entre as principais causas de “loaded of disability” (anos vividos com incapacidade) e uma das grandes responsáveis por mortes por suicídio.
A depressão reduz significativamente a produtividade no trabalho tanto pelo absenteísmo (faltas) quanto pelo presenteísmo (estar presente, mas com desempenho muito abaixo do normal). Vários estudos mostram que a perda de produtividade aumenta na medida em que os sintomas depressivos se agravam.
Evidências sobre perda de produtividade
Um estudo americano com 771 trabalhadores avaliados pelo PHQ‑9 mostrou que, a cada 1 ponto a mais na escala, a perda média de produtividade aumentava em 1,65%.
Entre 30% a 40% dos trabalhadores com depressão relatam difícil ou impossível manter o ritmo de trabalho, com erros, lentidão, dificuldade de concentração e iniciativa reduzida.
Absenteísmo, presenteísmo e custos
A depressão é apontada como uma das maiores causas de queda de produtividade no trabalho, com estudos internacionais estimando que presenteísmo responde por cerca de 50% dos custos ligados à doença (absenteísmo, rotatividade e custos médicos).
Nos EUA, estima‑se que depressão gere cerca de 250 bilhões de dólares por ano em custos diretos e indiretos, grande parte relacionada à perda de produtividade.
Impacto qualitativo no ambiente de trabalho
Pesquisas com profissionais afastados por depressão mostram alta taxa de afastamentos recorrentes, inicialmente curtos e que se tornam mais longos ao longo do tempo, muitas vezes culminando em afastamento prolongado ou demissão.
Inquéritos com empresas indicam que a depressão afeta o desempenho de até 50–60% dos colaboradores, piorando a qualidade do trabalho, relações com colegas e vínculo com a organização
FONTES
Depressão — Ministério da Saúde
scielo.br/j/pusp/a/7LkLBKymbFxQ8mK5DnjRDjM/?format=pdf&lang=pt
095_ASPECTOS-GERAIS-SINTOMAS-E-DIAGNÓSTICO-DA-DEPRESSÃO.pdf
Depressão — Ministério da Saúde
depressao-afeta-desempenho-de-56-dos-colaboradores_-eco.pdf
